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domingo, 2 de janeiro de 2011

Dê uma chance a vida!

Dê uma chance à vida e sinta em seu coração o som e as cores vibrantes da natureza.

Perceba a grandeza dessa força, que, a cada instante, se transborda em múltiplas formas de vida.

Como os ciclos da natureza,
o ir-e-vir das águas,
estamos todos sujeitos a ter
que recomeçar.

Ninguém consegue alterar o fluxo
da vida. O que nos cabe
é seguir seu ritmo.

Nada é bom ou mau, apenas,
energia censurada por
nossa razão.

Devemos acolher o rítmo da vida e estar abertos às coisas novas
e boas que chegam a todos nós.
Permanecer no desânimo e inatividade não leva a lugar algum.

Caminhe a sua vida, deixando-se guiar pelos passos dessa sabedoria maior.

Assim como a magnitude dos pássaros e das flores, tudo
é efêmero... E a vida,
um eterno recomeço.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Fui menina... sou mulher... e sempre serei: Menina-mulher!!

Eu sou uma menina
E por vezes esqueço que também sou uma mulher!
Esqueço que por vezes chamo a atenção
Mas no fundo eu sei disso...
Adoro beijos e abraços,
Sorrisos e olhares,
Conversas alegres
Risos de menina...
Olhar de mulher....
Digo quase sempre aquilo que quero,
Sem malícia,
ou com alguma as vezes...
Gosto de brincar
e é claro de me divertir...
Olho no espelho ou no vidro das montras...
Desço a rua mexendo nos cabelos
Olho como se não tivesse olhando para nada
e nem para ninguem...
Mas não passo despercebida na multidão.
Sei que tenho uma energia que espalho
e uma alegria que contagia...
Eu olho nos olhos de quem me contempla,
Falo com a minha alma sempre aberta,
E quando amo,eu amo por inteiro.
Entrego-me a esse amor e caio de cabeça...
Sigo o coração, sempre sem hesitar.
Mas esse amor tem que tocar o meu coração
Com a razão, e com a emoção.
Amo a poesia, a vida,o chocolate e os dias de chuva
Amo amar, sorrir, chorar, e emocionar-me por tudo e por nada...
Amo as rosas ,o jasmim,as gaivotas e as borboletas...
Amo a beleza, a leveza, a ternura,a simplicidade, a a liberdade...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

***Sou eu***

Aceite-me como eu sou.
Não venho com garantia...
nem tenho a pretensão,
de ser alguém perfeito.
Toda a perfeição não posso ter.
Eu sou como você:
sou da espécie humana,
sou capaz de errar.
O erro não é falha de caráter
e errar faz parte da Natureza Humana.
Eu vivo.
Eu sorrio.
Eu também aprendo!
Meu conhecimento é incompleto.
Estou na busca o tempo todo,
nas horas acordadas e nas horas de sono.
Eu tenho um longo caminho a ser percorrido,
assim como você também tem.
Aprendemos nossas lições pelo caminho.
Atingiremos a Sabedoria.
Assim, por favor,
aceite-me como sou!
Porque eu sou só eu.
Apenas eu.
Não há ninguém igualzinho a mim no mundo.
Esta é a única garantia que dou.
É assim que eu me sinto.
Eu tenho um coração.
Abra-me e veja-o!
Por favor , cuide bem dele.
Ele é tudo que eu sou.
Apenas eu.










 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

***Te adoro***


O coração diz adoro-te
As circunstancias dizem: não posso!
O amor diz preciso de ti
E a razão pergunta: porquê?
O meu olhar chama-te ,
O meu silencio afasta-te
Fecho os olhos e sinto-te aqui...
Quando olho, não estás...
Quero tocar-te mas sinto o vazio
Quero beijar-te mas engulo em seco o desejo
Quero ouvir a tua voz, mas só ouço o grito do silêncio
Quero chamar-te mas a solidão cala-me...
Apesar de toda a distancia o coração diz: procura!
O medo fala: não faças isso!
A esperança grita: Calma!
Mas o momento diz:

A tua presença e o que eu mais desejo
E a tua ausência a minha maior dor...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Desculpas (Apologize)

Estou segurando em sua corda
Que me deixa à 2 metros do chão
E estou ouvindo o que você diz, mas simplesmente não posso emitir um som
Você diz que precisa de mim depois você parte e me derruba
Mas espere
Você diz que está arrependida
E não achava que eu daria a volta por cima e diria: (isso)

Que é tarde demais para se desculpar
É tarde demais
Eu disse que é tarde demais para se desculpar
É tarde demais

Eu me arriscaria outra vez, levaria a culpa, levaria um tiro por você
E eu preciso de você como um coração precisa de uma batida, mas isso não é novidade
Yeah
Eu te amei com um fogo vermelho agora está se tornando azul
E você diz
"Eu sinto muito" como o anjo
O céu me fez pensar quem você era
Mas eu tenho medo

Que é tarde demais para se desculpar
É tarde demais
Eu disse que é tarde demais para se desculpar
É tarde demais

É tarde demais para se desculpar
É tarde demais
Eu disse que é tarde demais para se desculpar
É tarde demais
É tarde demais para se desculpar
É tarde demais
Eu disse que é tarde demais para se desculpar
É tarde demais

Estou me segurando em sua corda
Que me deixa à 2 metros fora... do chão
 
I'm holding on your rope
Got me 10 feet off the ground
I'm hearin' what you say but i just can't make a sound
You tell me that you need me then you go and cut me down
But wait
You tell me that you're sorry
Didn't think i'd turn around and say:(that)

It's too late to apologize
It's too late
I said it's too late to apologize
It's too late

I'd take another chance, take a fall, take a shot for you
I need you like a heart needs a beat,but it's nothing new
Yeah
I loved you with a fire red now it's turning blue
And you say
"Sorry" like the angel
heaven let me think was you
But i'm afraid

It's too late to apologize
It's too late
I said it's too late to apologize
It's too late

It's too late to apologize
It's too late
I said it's too late to apologize
It's too late
It's too late to apologize
It's too late
I said it's too late to apologize
It's too late

I'm holding on your rope
Got me 10 feet off... the ground
 
 
 

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

TABACARIA Fernando Pessoa

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, para o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.


domingo, 12 de setembro de 2010

Criança

Criança é um ser divino,
cheio de paz e curiosidade,
nos traz alegria e felicidade.

No sorriso inocente,
não existe maldade
somente sinceridade.
A tristeza que apresenta é momentânea,
não cultiva inimigos
só amizades.
Se aproxima de quem dá atenção,
carinho e segurança.
Fica atenta e observa tudo o que está ao seu redor,
aos sons, as imagens, procura imitar e
se inspirar no que mais lhe atrai.

Questiona, brinca, vê esse mundo como um paraíso,
está sempre evoluindo, mas no seu interior
sabe quando é acolhido com amor e isso se manifesta no seu olhar,
no seu comportamento nas suas atitudes.
Criança é vida, amor, alegria
que nos cultiva com suas travessuras e suas energias.